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Governador desafia prefeitos a cortar gastos para poder reduzir impostos

O governador Mauro Mendes (DEM) lançou um desafio aos prefeitos que foram à Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) reclamar do pacote de redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) anunciado no fim do mês de setembro e que passará a valer a partir de 2022, caso seja aprovado pela Assembleia Legislativa (ALMT).

O democrata propôs aos gestores municipais a tomarem medidas que possam reduzir o custo das cidades e, assim, diminuir os impostos cobrados pelos municípios.

“Acho que esses prefeitos ou outros têm que trabalhar mais, cuidar melhor do dinheiro público. Têm que aplicar com mais correção os recursos, têm que buscar reduzir custos, trabalhar a eficiência como nós fizemos no estado. Por isso, nós pudemos reduzir a carga tributária. Então, que eles (os prefeitos) façam o mesmo nos municípios”, disse o governador na manhã desta quinta-feira (14), durante a entrega da estrutura ampliada da Central de Imunobiológicos, em Cuiabá.

Com o pacote de redução de ICMS, o governo estima que deixará de arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão por ano. A alternativa foi criticada pelo presidente da AMM, Neurilan Fraga, em artigo enviado à imprensa. “Desse total, R$ 301 milhões seriam dos municípios”, escreveu.

Ao ser questionado, Mendes propôs aos prefeitos consultarem a população e lançarem um abaixo-assinado contra o pacote de redução de impostos lançado por ele. O governador sugere, assim, que a alternativa seria reprovada pelos munícipes.

“Eu já disse: é fácil. É só os prefeitos fazerem um abaixo assinado. Se eles acham que não devo reduzir, faz um abaixo-assinado e entrega à AL e dizer: ‘nós não concordamos que abaixem os impostos em Mato Grosso. Será que conseguiriam alguma assinatura?”, questionou o governador.

O pacote de redução prevê cortes na energia elétrica (de 25% e 27% para 17% a todos os setores), dos serviços de comunicação, como internet e telefonia (de 25% e 30% para 17%), da gasolina (de 25% para 23%), do diesel (de 17% para 16%), do gás industrial (de 17% para 12%) e do uso do sistema de distribuição da energia solar (de 25% para 17%).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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