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Servidora da AL, artista cuiabana morre aos 30 anos em casa

Servidora da Assembleia Legislativa, artista e ativista social cuiabana Hend Santana, 30, morreu na madrugada desta quarta-feira (11), vítima de parada cardiorrespiratória. Na semana passada, ela ganhou o 3º lugar no Festival Prima Canta 2022, promovido pela Secretaria de Cultura de Primavera do Leste e em março recebeu o prêmio Resistência Negra.

A morte de Hend já é sentida no cenário político cultural da cidade. A pedagoga Antonieta Luisa Costa foi uma das primeiras a lamentar a partida da amiga. “É com muita tristeza que comunico o falecimento da querida Hend Santana, mulher preta e trans, ativista da luta por Direitos Humanos”, disse, ressaltando que a cantora deixa um legado de muita alegria.

Hend era presença conhecida no meio underground cuiabano desde quando a cena do rock era potente, tal como sua voz. Inclusive, chegou a ter uma banda de rock junto com os irmãos quando ainda era estudante da Escola Estadual Presidente Médici.

A banda não durou, mas ela não desistiu da arte.Fazia shows pela cidade e se aventurava pelo jazz. Na mesma época, graças a uma matéria do jornalista Rodivaldo Ribeiro titulada como “Música Gorda”, deu origem ao seu primeiro trabalho autoral em 2017, com 5 músicas que transitam entre o pop, nova MPB, batida eletrônica e cheio de referências ao R&B. Confira abaixo a participação dela no programa Sons de Mato Grosso, da TVAL. 

Em nota, a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer lamentou a morte de Hend e destacou a luta dela contra gordofobia, o racismo e a transfobia. “Hend foi curadora do 26° Salão Jovem Arte de Mato Grosso, que ocorreu recentemente. Primeira trans não-binária a participar do Miss Plus Size Diversidade, Hend Santana ganhou visibilidade com suas apresentações artísticas, canções carregadas de teatralidade e discurso forte em favor da causa LGBTIA+. Neste momento de imensa dor, todo o time da Secel-MT manifesta aos familiares e amigos as mais sinceras condolências e solidariedade”, diz trecho da publicação.

O cineasta e produtor cultural cuiabano Luiz Marchetti lembrou o talento, amorosidade e o humor da amiga, que ele chamou de estrela. “Nossa estrela foi cantar no céu […] que tristeza, meu Deus”, lamentou.

fonte;gazetadigital

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